O governo está tentando obter um gesto público de apoio de Davi Alcolumbre à indicação de Jorge Messias ao STF. Um encontro reservado na semana passada, em Brasília, reuniu Messias, o presidente do Senado e convidados próximos, além de ministros do STF e do senador Rodrigo Pacheco. A ideia é sinalizar alinhamento institucional antes da sabatina.
Messias pediu apoio direto a Alcolumbre, que não assumiu compromissos formais, mas sugeriu manter um ambiente estável para a sabatina na CCJ. A reunião ocorreu em ambiente privado, sem anúncio oficial, e o tom foi de garantia de tranquilidade institucional.
Ações do governo
Na segunda-feira, o ministro José Guimarães pediu publicamente que Alcolumbre recebesse Messias na presidência do Senado e emitisse um aceno claro de apoio. A ofensiva busca reduzir resistências entre senadores indecisos e acelerar o andamento do processo.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirmou que a formalização não ocorreu na prática, o que é visto como um entrave para consolidar votos. O governo também busca ampliar contatos com senadores por meio de indicações e emendas.
Cenário de votos
O GLOBO aponta que mais de 30 senadores ainda não declararam voto, e parte desse grupo aguarda um sinal mais claro de Alcolumbre. Messias soma 26 votos declarados e precisa de cerca de 15 a 16 entre indecisos para chegar a 41.
O Palácio do Planalto projeta entre 44 e 48 votos, mas admite a possibilidade de margem apertada. Enquanto isso, há pressão para que Alcolumbre atue junto aos aliados, como ocorreu em outros casos em que o presidente do Senado defendeu nomes de sua preferência.
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