Dona Maria da Penha inspira debates sobre violência contra a mulher no Brasil. Nesta semana, Fortaleza recebeu a celebração dedicada à pesquisa PCSVDFMulher, marcada pelo lançamento de dados sobre violência doméstica em 13 capitais. O evento celebra a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026, e reúne pesquisadores e ativistas.
A pesquisa, realizada desde 2016, envolve cerca de 40 mil entrevistas e é coordenada pelo professor José Raimundo Carvalho, em parceria com o Instituto Maria da Penha. O objetivo é mapear condições socioeconômicas e violência doméstica no país.
Maria da Penha participou de discursos e destacou a invisibilidade de órfãos de violência, bem como falhas ainda presentes no enfrentamento do problema. Ela alertou para a necessidade de prevenção nas escolas e da expansão de delegacias especializadas no interior.
Pesquisas e avanços
O estudo acadêmico mostra como fatores econômicos moldam a violência. Um artigo analisa se a redução da diferença salarial de gênero influencia a violência por parceiro íntimo entre 2011 e 2016, com impactos positivos na redução de casos.
A pesquisa aponta que a menor desigualdade salarial pode diminuir internações de jovens entre 15 e 29 anos e reduzir feminicídios em municípios com menor IDH. Outra obra avalia o papel das DEAMs na queda de casos de violência.
Desdobramentos e próximos passos
Ao fim do evento, um grupo próximo de 15 pessoas participou de um jantar para comemorar. A Lei Maria da Penha completa 20 anos, destacando avanços como a lei do feminicídio e a consolidação da pesquisa institucional.
Conceição de Maria, cofundadora do Instituto Maria da Penha, ressaltou a importância de recursos para viabilizar a pesquisa e o treinamento das entrevistadoras, que percorreram capitais sob risco e pressão.
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