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PF ouve Léo Dias em investigação relacionada ao Banco Master

PF ouve Léo Dias em inquérito sobre fraudes no Banco Master; apura contratos de publicidade e repasses usados para pressionar o Banco Central e favorecer liquidação

O influenciador e jornalista Léo Dias - (crédito: Reprodução/Instagram @leodias)
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A Polícia Federal avança nas investigações sobre fraudes associadas ao Banco Master. A oitiva do influenciador e jornalista Léo Dias estava marcada para esta quinta-feira, 30 de abril, mas foi adiada após a defesa solicitar acesso aos autos. A PF apura o repasse de recursos e a utilização de contratos de comunicação.

A investigação mira contratos firmados com empresas de comunicação para identificar quais representaram publicidade legítima e quais teriam sido usados para pressionar decisões do Banco Central, inclusive na tentativa de influenciar a liquidação da empresa de Daniel Vorcaro. O objetivo é esclarecer o funcionamento do esquema e o fluxo de recursos.

Envolvidos e desdobramentos

Além de Léo Dias, outros veículos de imprensa aparecem como alvos. O Portal Metrópoles é investigado após supostos pagamentos de patrocínios que somam cerca de 27 milhões de reais, segundo as apurações da operação em curso. A PF aponta a necessidade de novos desdobramentos da Operação Compliance Zero para compreender o papel de cada atuante no esquema.

As diligências seguem para apurar se houve escoamento de caixa e lavagem de dinheiro, bem como impactos ao erário público. O Metrópoles informou que nega irregularidades e coopera com as autoridades. A PF também investiga a relação entre Léo Dias e Thiago Miranda, sócio da Miranda Comunicação, que também seria administrador da Léo Dias Comunicação e Jornalismo S.A., conforme aponta a Receita Federal.

Contexto adicional

Entre as hipóteses está a possibilidade de recursos terem sido usados para financiar ataques a decisões do Banco Central e para a promoção de interesses ligados à liquidação do banco. As apurações consideram ainda a relação entre as empresas de comunicação envolvidas e o que houve de fato com a aquisição do Master pelo Banco de Brasília. A defesa de Léo Dias não respondeu ao Correio até o momento.

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