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Rejeição a Messias no Senado é histórica após 132 anos

Senado rejeita Messias para o STF; rejeição histórica em cento e trinta e dois anos, relembrando os cinco ministros rejeitados em mil oitocentos e noventa e quatro

O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira, 29, o nome de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 34 votos a favor e 42 votos contrários.
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O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, o nome de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. A proposta veio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teve 34 votos a favor e 42 contra, formando uma derrota expressiva para a indicação.

Messias foi o candidato com maior resistência histórica nas sabatinas do STF nas últimas décadas. A indicação ocorreu em abril, mais de quatro meses após o anúncio feito pelo presidente em novembro de 2025. O placar aponta um claro rechaço entre os senadores.

Entre as indicações recentes, o Senado aprovou outras escolhas com maior apoio. Cristiano Zanin teve 58 a 18, Flávio Dino 47 a 31, André Mendonça 47 a 32, Kassio Nunes Marques 57 a 10, Alexandre de Moraes 55 a 13, Edson Fachin 52 a 27, Luiz Fux 68 a 2, Dias Toffoli 58 a 9 e Cármen Lúcia 55 a 1.

Contexto histórico aponta que, desde o início das sabatinas pela CCJ, em 1988, todas as indicações presidenciais ao STF foram aprovadas. Em 1894, contudo, ocorreu a rejeição de cinco ministros pela Câmara Alta, na época sob a presidência de Floriano Peixoto e com a Constituição de 1891 em vigor.

Segundo registros da época, a Comissão de Justiça e Legislação da época justificou as rejeições com base em critérios de notável saber jurídico. O documento cita casos de nomes sem formação jurídica que enfrentaram objeções após avaliação secreta das sabatinas.

Entre os motivos citados na análise histórica estão a falta de preparo jurídico, avaliações negativas sobre a conduta pública e suspeitas sobre a reputação de alguns indicados. Os relatos apontam que as sessões eram sigilosas, mas que ficavam registradas as razões para a decisão de rejeição.

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