O Congresso encerrou o fechamento histórico do Departamento de Segurança Interna (DHS), após mais de dois meses de paralisação. A decisão ocorreu após votação abrupta na Câmara dos Deputados na tarde de quinta-feira, 30 de abril, enviando o projeto de financiamento ao presidente. A crise interrompeu pagamentos a trabalhadores e afetou a aviação civil, além de colocar em risco a segurança dos norte-americanos.
O secretário do DHS, Markwayne Mullin, já havia avisado que, no início de maio, os recursos remanejados poderiam se esgotar e não haveria margem para novas manobras de dinheiro para funcionários, incluindo agentes da Administração de Segurança de Transportes (TSA). A situação gerou tensão entre membros do Congresso e o governo, com impactos visíveis no funcionamento da agência.
A decisão de liberar recursos veio após a Câmara aprovar, na noite de quarta-feira, um roteiro orçamentário que direciona cerca de 70 bilhões de dólares para a fiscalização de imigração, incluindo agentes da Patrulha de Fronteira e ICE. O texto mais abrangente de financiamento do DHS, no entanto, não incluía verbas para a aplicação de imigração, ponto que muitos conservadores insistiam manter como condição para o acordo.
Detalhes do acordo e próximos passos
A Câmara aprovou a medida em uma votação que superou obstáculos políticos, abrindo caminho para a sanção presidencial. O envio do projeto para a mesa de Donald Trump encerra a crise, mas as consequências financeiras para milhares de trabalhadores já haviam sido sentidas durante o impasse.
Especialistas observam que a assinatura do projeto poderá normalizar operações do DHS, incluindo atividades de fiscalização, controle de fronteiras, e operações de proteção de fronteira. Autoridades destacam a importância de manter a continuidade dos pagamentos para evitar impactos operacionais.
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