O debate sobre IA ganha fôlego às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, com pesquisas mostrando preocupações sobre riscos e impactos criativos. Votantes veem limites à capacidade regulatória e ao uso de IA na sociedade.
Pesquisas indicam que 57% dos eleitores registrados veem riscos da IA superaando benefícios, conforme levantamento da NBC News. Jovens abaixo de 30 são maioria entre quem teme queda na criatividade.
Ainda segundo o tema, 74% dos americanos acreditam que o governo não regula IA o suficiente, aponta levantamento de Quinnipiac. Analistas destacam que mensagens das big techs têm efeito sobre a percepção pública.
Proposta de tributação sobre IA
Defensores defendem cobrar uma taxa de 1% anual sobre empresas que geram ou hospedam conteúdo com IA. A ideia é criar um fundo público que subsidie instituições culturais, artistas e pesquisadores.
A proposta cita as cinco maiores companhias de IA como potências: Nvidia, Google, Apple, Microsoft e Meta. O dinheiro arrecadado seria redistribuído para apoiar jornais, rádios locais, editoras e programas educativos.
A motivação é reduzir o que chamam de “slop” — conteúdo de baixa qualidade produzido pela IA que desloca trabalho humano criativo, segundo defensores da medida.
Contexto e opções
Autoria da ideia envolve figuras ligadas ao setor de IA e a discussões sobre o contrato social na era tecnológica. Memória recente de políticas públicas é citada para justificar um retorno de recursos a sistemas culturais e criativos.
Críticos avaliam que a taxação precisa ser calibrada para não desincentivar inovação, além de conhecer impactos sobre empregos e modelos de negócio. O debate inclui propostas adicionais sobre regulação e responsabilidade.
A discussão também aponta para a necessidade de manter instituições que promovem o desenvolvimento cognitivo humano, como escolas e museus, diante de um ecossistema de IA cada vez mais presente.
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