Flávio Bolsonaro usou a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado na quarta-feira, 29 de abril de 2026, para reforçar um discurso de moderação. Ao mesmo tempo, criticou o governo de Lula e o STF. A sessão ocorreu no Senado Federal, com o foco em temas sensíveis à base bolsonarista.
Durante a sabatina, o senador direcionou perguntas sobre atos de 8 de janeiro, anistia aos condenados e atuação do STF, citando presos pelos ataques ao Congresso e sugerindo desproporcionalidade das penas em alguns casos. Messias reconheceu o episódio como um dos mais tristes da história recente e defendeu o devido processo penal, com base na proporcionalidade e na individualização da pena.
O advogado-geral afirmou que a decisão sobre anistia cabe ao Congresso, classificando o tema como jurídico-político-institucional. Em relação a atuação do STF, disse que ministros podem intervir quando provocados para mediar conflitos, ressaltando a importância da conciliação entre os Poderes. Sobre descontos do INSS, Messias informou que as ações técnicas já resultaram no bloqueio de mais de 2,33 bilhões de reais e na devolução de valores a milhões de beneficiários.
Estrutura de moderação
A atuação de Flávio busca unir enfrentamento institucional e tom moderado. A sabatina também foi acompanhada por leitura de cenário internacional; o The Washington Post apontou a nossa eleição e a tentativa de reposicionamento de imagem do senador, com abertura para diálogo.
Flávio afirmou, após a votação, que a bancada de oposição conseguiu um resultado histórico: pela primeira vez, o Senado rejeitou uma indicação ao STF. Ele ressaltou que a decisão impede que o governo avance com influência sobre o Estado e a Justiça, sem emitir avaliações pessoais sobre o momento político.
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