O governo Lula enfrenta nova pressão do Congresso, com reflexos potenciais sobre a economia. A rejeição à indicação de Jorge Messias para o Supremo e a derrubada do veto relacionado à dosimetria das condenações do 8 de janeiro expõem fragilidades na capacidade de condução política.
A oposição ganhou força eleitoral, elevando a possibilidade de ganhos de espaço no Congresso em outubro e novembro. A pergunta que circula entre analistas é quais apoios o governo poderia mobilizar caso haja nova eleição presidencial.
Contexto político e impacto fiscal
A percepção de fraqueza institucional aumenta os temores de uso do Tesouro para conquistar apoio político, elevando a cautela sobre deterioração das contas públicas e seus efeitos sobre a economia. O cenário é marcado pela incerteza e pela possibilidade de maior intervenção de políticas públicas.
Panorama econômico recente
Na segunda metade de maio, a cotação do petróleo atingiu pico não visto desde 2022, perto de 126 dólares por barril, pressionando custos de energia. O preço recuou posteriormente, mas o movimento sinaliza volatilidade global e risco inflacionário.
Desdobramentos setoriais
Mesmo com eventual normalização do mercado de petróleo, a recuperação pode demorar devido à recomposição de estoques e aos impactos na infraestrutura regional. A inflação tende a manter pressão sobre juros, com efeitos em crédito e consumo.
Setores e convivência com a inflação
O custo de crédito permanece elevado para famílias endividadas. Além disso, o agronegócio enfrenta dificuldades com fertilizantes e insumos, agravadas pela escassez de produtos, impactando produção e preços.
Desafios para o governo
O governo terá de lidar com a desconfiança de microempreendedores, trabalhadores de aplicativos, segmentos evangélicos e classes médias. Esses grupos devem sentir os impactos de uma deterioração fiscal e de distorções econômicas, mantendo o escrutínio sobre políticas públicas.
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