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Guimarães estreia na articulação política com derrotas e crise no Senado

Derrota no Senado sobre Messias sustenta crise entre Executivo e Legislativo e coloca à prova a articulação de Guimarães na SRI

1 de 1 lula-e-guimaraes-posse - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Duas semanas após tomar posse na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), o ministro José Guimarães (PT-CE) enfrenta a maior derrota governista no Congresso neste início de gestão. O episódio ocorreu em pleno confronto entre Executivo e Senado, marcado por articulações do presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

A rejeição ocorreu no plenário do Senado, após aprovação inicial na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O indicado, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal, não atingiu a maioria absoluta necessária de 41 votos entre 81 deputados. O placar final foi de 42 contrários e 34 favoráveis.

Derrota no STF

A derrota colocou em foco a estratégia de articulação de Guimarães, responsável por melhorar o relacionamento entre os Poderes. O governo já reconhece falhas na organização da ofensiva e no mapeamento de aliados entre senadores, segundo relatos internos.

Conforme apurado, Alcolumbre ligou para senadores para incentivar votos contrários ao nome apresentado. A ofensiva ocorreu durante a sabatina na CCJ, gerando tensão entre Planalto e Congresso. A narrativa aponta resistência histórica do presidente do Senado ao indicado.

Guimarães reuniu-se com o presidente Lula no Palácio da Alvorada pouco antes da divulgação do resultado. Questionado se o resultado seria favorável, o ministro respondeu com uma afirmação de tranquilidade. Jaques Wagner, líder do governo no Senado, também participou de encontros pré-votação.

No entorno do governo, há quem critique a falta de leitura sobre o clima político e a mobilização entre parlamentares. A expectativa era de uma disputa ajustada, mas a derrota foi mais expressiva do que o previsto.

A derrota ocorre cinco meses após a indicação de Messias. Lula adiou o envio da mensagem ao Senado por receio de reprovação. O governo avalia os próximos passos, incluindo a possibilidade de indicar outro nome para a vaga no STF, com discussão sobre a representatividade de gênero.

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