Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), negou que a renovação das licenças das oito emissoras ABC tenha servido de retaliação pelo comentário de Jimmy Kimmel. A afirmação surge em meio a apelos de fontes políticas e da imprensa. A FCC sustenta que a decisão decorreu de uma investigação sobre iniciativas de DEI da Disney e da ABC.
Segundo Carr, a ordem de renovação resulta direto da apuração em andamento sobre diversidade, equidade e inclusão. A agência recebeu centenas de documentos da Disney, considerados incompletos pela FCC durante o processo. Carr afirmou que as ações são tomadas com base nos elementos da investigação, não por pressões externas.
Anna Gomez, única senadora democrata na comissão, criticou o argumento de Carr e sugeriu que a medida configura retaliação. Ela destacou impactos potenciais sobre a liberdade de imprensa e a independência das emissoras. A Disney confirmou cumprir as normas da FCC, segundo a executiva.
A NBCUniversal e a Comcast também enfrentam apuração pela ADA/DEI, iniciada em fevereiro de 2025. Quando questionado sobre licenças da NBC, Carr disse não haver atualização, ressaltando que o andamento depende dos fatos de cada caso. A discussão sobre o prazo da renovação pode se estender por anos.
Reações divergem entre representantes do setor. Entidades de imprensa temem sinalização de punição por conteúdo editorial. Grupos que defendem a liberdade de expressão ressaltam a importância de tratar cada caso com base em fatos verificáveis, sem interferência externa.
A FCC reforçou que o objetivo é cumprir obrigações legais, incluindo o cumprimento de normas de igualdade e oportunidades de emprego. Não houve confirmação de mudanças rápidas no status das licenças da ABC durante a investigação, que continua em andamento.
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