Nos bastidores do Congresso, lideranças do PT e do governo afirmam que não é hora de buscar culpados após a rejeição de Jorge Messias no Senado. O episódio ocorreu no âmbito de uma indicação ao STF, com votação secreta. A leitura é de que houve mudança de postura de aliados.
A reprovação surpreendeu o Planalto, que previa aprovação com cerca de 45 votos. A derrota tornou explícita a fragilidade da base em momentos-chave e alimentou a leitura de traição por parte de alguns senadores, segundo interlocutores.
Gleisi Hoffmann, deputada e ex-ministra, mencionou a possibilidade de descontentamentos entre apoios, sem apontar culpados. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, pediu serenidade e lembrou a prerrogativa do Senado de decidir.
Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, disse que o governo precisa recompor a base e ajustar a representação no Legislativo. Ele apontou desgaste natural e a necessidade de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A percepção interna aponta falhas de articulação, especialmente no caso Messias. Parlamentares ressaltam que Lula pode indicar um novo ministro ainda no primeiro semestre, com pressão para maior representatividade feminina no STF.
Até o momento, o tema segue em curso, com a ideia de manter uma relação republicana entre governo e Congresso. A pauta envolve ajustes estratégicos para reforçar a governabilidade e o diálogo entre as casas.
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