O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF por 42 votos a 34. A decisão representa a maior derrota de Lula em 132 anos de República, afetando o governo e a candidatura petista a seis meses das eleições.
O resultado expõe tensão entre Executivo e Congresso e coloca o STF em evidência. Messias, então Advogado-Geral da União, afirmou que aceitava o que chamava de plano de Deus; a sabatina aconteceu após dez horas de sessão.
A derrota ocorreu em meio a negociações intensas, com ofensiva da oposição para cortar a relação entre governo e Suprema Corte. A oposição denunciou suposta costura entre governo e tribunais, para enfraquecer o Congresso.
Contexto político
Antes da votação, houve áudios vazados indicando previsões de derrota, influenciando os últimos momentos do diálogo político. O Centrão participou do apoio aos votos contrários à indicação.
A vaga aberta por Luís Roberto Barroso permanece, pois a Constituição exige nova indicação. A disputa pela composição do STF passa a ser tema central para o presidente e para o Senado no próximo período.
A oposição espera consolidar posição sobre o STF, enquanto o governo analisa caminhos para avançar com nova indicação. A relação entre Executivo e Legislativo tende a ficar tensa nos meses que antecedem a eleição.
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