Foi realizado no Dia do Trabalhador um conjunto de atos em São Paulo que ligaram a dosimetria a denúncias sobre o Banco Master e atacaram o Congresso, em meio a derrotas do governo federal no Legislativo. Ex-ministros de áreas-chave participaram de mobilizações com foco político.
Entre os nomes que compareceram, estavam Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento), além da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Os atos ocorreram em espaços centrais da cidade, com discursos voltados à campanha eleitoral.
A oposição ao governo Jair Bolsonaro também foi mencionada, com críticas ao Congresso e ao Supremo. Na semana, o Senado rejeitou indicação para o STF e aprovou a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
No ato da Força Sindical, Haddad sinalizou que a aprovação do PL da Dosimetria teria pavimento político para favorecer impunidade, segundo leitura dos organizadores. Marina Silva classificou a votação como vergonhosa e defendeu endurecimento de penas.
Em outro ponto da cidade, Marina e Tebet participaram de ato na praça Roosevelt, associando a decisão a impactos sobre a democracia e a soberania nacional. Ato reuniu representantes de movimentos sociais e parlamentares governistas.
A prensa destacou ainda a expectativa de que o tema seja explorado pela campanha, com Haddad cobrando a votação de propostas para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de remuneração. O texto tramita no Congresso há semanas.
À tarde, em ato no ABC, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, atribuiu o impasse no Legislativo a pressões de empresas como Uber, iFood e outras plataformas digitais, segundo relatos da organização.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que a classe trabalhadora pressiona pela aprovação de projetos, enquanto a Força Sindical apoiou o pleito como um clamor dos trabalhadores. A presença de parlamentares gerou debates sobre a atuação do Congresso.
O episódio reforça o tom eleitoral no 1º de maio, com pré-candidatos à Presidência em 2026 buscando capitalizar ataques ao Congresso e a governos anteriores. O governo federal, por sua vez, evita falar em novas etapas da pauta, mantendo o foco em propostas para o país.
Até o momento, Lula não participou dos atos pelo segundo ano consecutivo, mantendo a prática de não comparecer aos atos de rua no 1º de maio. A oposição continua a usar o calendário para fortalecer discurso pró-reeleição.
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