O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve permanecer no governo mesmo após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Ainda não está definido em qual cargo poderá atuar.
Messias cogitou deixar o governo e colocou o posto à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula sinalizou que não quer perder o aliado, e uma reunião entre eles está marcada para a próxima semana, a partir de segunda-feira (1º mai 2026).
A conversa foi realizada na quarta-feira (29 abr 2026), no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro o próprio Messias, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), o ministro da Defesa, José Múcio, e o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A duração foi de cerca de uma hora.
Interlocutores do governo disseram ao Poder360 que Messias ainda não havia definido o futuro até sexta-feira (1º mai 2026). A indicação de Messias foi feita por Lula para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
A votação no Senado terminou com 42 votos contra e 34 a favor. Foram necessários 41 votos para a aprovação. A derrota representa uma das mais expressivas perdas políticas do terceiro mandato de Lula.
Impacto político imediato ainda está em avaliação, já que a permanência de Messias no governo depende da decisão de Lula após a reunião da próxima semana. O caso marca a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.
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