O PT afirma que a meta de inflação de 3% foi um erro e defende uma política diferente: juros de um dígito permanentemente, com apoio de reservas internacionais, sob gestão do BC, democratizada com setores produtivos e trabalhadores. A proposta é apresentada como solução para a política econômica.
O documento releva experiências que remontam a 2011-2016, quando o BC tinha Tombini à frente e pouca participação do setor privado na diretoria. Na época, a taxa Selic ficou em dígito entre 2012 e 2013, mesmo com inflação acima da meta.
Entre as medidas, houve venda substancial de dólares no mercado futuro por meio de swaps, de 2013 a 2015, totalizando quase 115 bilhões de dólares. O objetivo era sustentar as condições monetárias, mas a inflação ficou, em média, 2,4 pontos percentuais acima da meta.
Em 2015, com controles de preços insustentáveis e o dólar em alta, a inflação alcançou níveis de dois dígitos. As perdas com swaps ficaram em pouco mais de 100 bilhões de reais, conforme o texto em VEJA.
Contexto histórico e críticas
A narrativa aponta que o Conselho Monetário Nacional já teve composição diversa, com participação de presidentes de bancos e representantes do setor privado, em ciclos de política econômica e de hiperinflação.
Segundo a análise, o atual governo indicou a diretoria do BC e ocupou cargos estratégicos da Fazenda por integrantes do PT, o que, na visão do texto, não seria equiparado a uma agenda neoliberal. A peça sustenta que isso não caracteriza o foco político do momento.
A publicação ressalta que, na visão do autor, a busca por culpáveis tende a se repetir diante da falta de propostas novas para a política econômica. A reportagem é baseada no conteúdo da edição 2993 de VEJA, publicada em 1º de maio de 2026.
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