O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu atribuiu ao governo de Lula expectativas otimistas sobre a aprovação de Messias no Senado, durante evento com o presidente em São Paulo, em 31 de março. A indicação foi anunciada no dia seguinte, 1º de abril, e seguiu para o trâmite formal no Congresso.
Dirceu dizia acreditar haver maioria no Senado para aprovar o advogado-geral Messias, considerado qualificado pela Constituição. A declaração ocorreu pouco antes da apreciação pelo plenário, que acabou por rejeitar o nome por 42 votos contra 34.
O episódio ficou marcado pela percepção de uma “derrota política gravíssima”, segundo o próprio Dirceu, em entrevista posterior. Ele citou a falta de maioria na Câmara e no Senado como fator decisivo, além de sugerir tensões entre governo e setores contrários à indicação.
Contexto e desdobramentos
O caso expõe divergências entre articuladores históricos do PT e o devido processo de escolha para o STF. Dirceu afirmou que a indicação dependia de partidos com linhas diferentes, destacando que a derrota demonstra a necessidade de ajuste político do governo e de alinhamentos entre as alas da base.
Autoridades lembram que a derrota também pode refletir fatores internos à coalizão e a disputas políticas anteriores a 8 de janeiro, sem atribuições de culpas a pessoas específicas. O episódio segue como referência para a leitura de forças políticas no Palácio do Planalto.
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