No 1º trimestre de 2026, o Estado de São Paulo registrou 624 homicídios dolosos e latrocínios, o menor número desde 2000 para esse período. O dado representa queda de 17,1% em relação aos quatro anos anteriores e de 8,1% ante o mesmo período de 2025, que teve 679 ocorrências. O ranking anual aponta tendência de redução desde 2021, ainda que haja oscilações mensais.
A comparação com 2022, ano anterior à gestão de Tarcísio de Freitas, mostra a trajetória de queda: 753 crimes nesse tipo de ocorrência. As séries históricas indicam que a redução começou antes da pandemia, com o recuo mantendo-se nos dados mais recentes.
No total, os índices de violência letal também devem ser entendidos pela taxa por 100 mil habitantes, apresentada nos infográficos da reportagem. Esses números ajudam a avaliar variações proporcionais entre períodos, independentemente do tamanho da população.
O CRIME NA CAPITAL
Na cidade de São Paulo, homicídios dolosos e latrocínios também recuaram no primeiro trimestre de 2026, somando 128 casos, ante 143 no mesmo intervalo de 2025. Em 2022, o acumulado havia sido de 152 ocorrências.
A dinâmica de segurança na capital é impactada pela atuação da Guarda Civil Metropolitana, sob comando do prefeito, com atribuições distintas das polícias estaduais. A GCM foca principalmente na segurança urbana e prevenção, enquanto a Polícia Militar cuida do policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública.
Desde 2022, registros de latrocínio, roubos e homicídios dolosos caíram na capital, enquanto furtos, estupros, lesões e mortes em confronto com a PM cresceram, conforme dados anuais apresentados pelos infográficos. A SSP paulista afirma que todas as ocorrências são investigadas e monitoradas.
A administração estadual ressalta o monitoramento contínuo dos indicadores criminais por meio de séries históricas e recortes territoriais. Também destacam esforços para reduzir a letalidade policial, com aperfeiçoamento de protocolos, capacitação e uso de tecnologias e equipamentos de menor potencial ofensivo.
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