O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, condenou as falas do pré-candidato Romeu Zema sobre trabalho infantil. A declaração ocorreu no sábado, 2, e gerou ataque público do governo federal. O posicionamento de Zema envolve proposição de alterações na legislação para ampliar possibilidades de trabalho para jovens, tema sensível no Dia do Trabalhador.
Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, indicou em entrevista que pode propor mudanças na idade mínima para o trabalho de jovens caso seja eleito presidente em 2026. Atualmente, a idade mínima é de 16 anos, com exceção de aprendizes, que podem começar aos 14. A defesa gerou reação rápida e críticas por associar trabalho infantil a prática aceitável.
Em resposta, Zema gravou novo vídeo mantendo o posicionamento, mas trocando o vocabulário: passou a usar o termo adolescentes em vez de crianças. O ex-governador afirmou que, embora o estudo seja prioritário, jovens podem contribuir com atividades simples. Em seguida, a assessoria do Novo divulgou fala reforçando a ideia de oferecer oportunidades de trabalho para adolescentes, com proteção escolar.
Contexto e impacto
Zema disse que, na prática, a experiência de trabalhar na infância não impede o estudo e citou exemplos de atividades leves. A fala gerou críticas de setores que defendem a proteção integral a menores de idade. A posição de Zema é apresentada como parte de propostas para ampliar a participação de jovens no mercado de trabalho.
Desdobramentos legais
A discussão envolve a idade mínima permitida e a proteção de estudantes. A proposta de ampliar hipóteses de trabalho para jovens depende de avaliação legislativa e de políticas de proteção à infância. A posição de Zema provoca debate sobre equilíbrio entre educação e oportunidades de trabalho no país.
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