O vereador do Psol do Rio de Janeiro, Rick Azevedo, afirmou ter sido agredido por policiais militares ao fim do show de Shakira, em Copacabana. Segundo ele, assessores e amigos foram hostilizados ao tentar chegar ao carro, em área reservada a autoridades.
Azevedo disse que houve agressões físicas e verbais, classificando o episódio como tentativa de intimidação. Os relatos apontam que os PMs eram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ato ocorreu após manifestação do movimento VAT, que defendia o fim da escala de trabalho 6 X 1. Azevedo é criador do movimento.
Reação e desdobramentos
A parlamentar Erika Hilton criticou a atuação da PM e questionou a participação de bolsonaristas na abordagem, cobrando explicações oficiais sobre o ocorrido.
Shakira realizou o show na orla do Rio, como parte do projeto Todo Mundo no Rio, que reuniu grande público. A Riotur contabilizou 2 milhões de presentes, embora levantamentos apontem capacidade inferior a 1 milhão.
A Prefeitura destinou cerca de R$ 20 milhões ao evento, repassados à produtora Bonus Track. O governo estadual não patrocinou o show, decisão anunciada por Ricardo Couto em 29 de abril por crise fiscal. A gestão municipal investiu mais R$ 5 milhões para completar o financiamento.
O objetivo do evento é ampliar a exposição internacional da cidade, com expectativa de movimentar cerca de US$ 250 milhões em imagem e mídia. Em dois últimos shows, esse total ficou próximo de US$ 500 milhões.
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