Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo de Minas Gerais, afirmou em entrevista ao canal Canal Livre que, se eleito, privatizaria todas as estatais mantidas pelo governo federal. Segundo ele, a medida facilitaria a redução da taxa de juros de forma rápida, aliada a reformas administrativas e previdenciárias.
O ex-governador citou setores em que o governo ainda controla empresas, como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços. Entre os exemplos listados estão Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas do setor nuclear, como ENBPar e Eletronuclear. Não houve detalhamento sobre quais delas exatamente seriam privatizadas.
Zema argumenta que a privatização poderia melhorar a percepção de risco fiscal, contribuindo para a queda de juros. Contudo, serviços de desestatização costumam depender de modelagem, aprovação no Congresso e disputas judiciais, o que pode tornar o processo mais lento do que o previsto.
Detalhes não especificados
O pré-candidato não apresentou quais regras seriam alteradas nem quais setores seriam prioritários na revisão orçamentária. Tampouco informou quais carreiras ou programas sofreriam cortes ou ajustes, caso as privatizações avancem. As visitas a reformas complementares, como administrativa e previdenciária, também não tiveram datas divulgadas.
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