Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, chamou de covardia a defesa do trabalho infantil e atacou Romeu Zema nas redes sociais após o ex-governador de Minas Gerais defender mudanças na legislação. A controvérsia ganhou força depois que Zema afirmou que começou a trabalhar na infância, citando uma experiência familiar.
A reação de Zema ocorreu nas redes no fim de semana, quando ele disse ter trabalhado desde pequeno acompanhando o pai, para aprender disciplina e esforço. Em resposta, ele questionou se a proposta de Boulos seria reduzir a vulnerabilidade de jovens ao crime, em tom de defesa da atuação de menor idade no mercado de trabalho.
Contexto da polêmica
A discussão começou durante o podcast Inteligência Ltda, na sexta-feira (1º/5), quando Zema criticou restrições ao trabalho infantil e comparou a legislação brasileira à de outros países. Ele sugeriu que crianças ganhem oportunidades de atuação profissional, desde que dentro de regras.
No sábado (2/5), Zema voltou ao tema em redes sociais, defendendo ampliar oportunidades para jovens a partir dos 14 anos, dentro de um modelo de aprendizagem. Ele argumentou que a legislação atual permite o trabalho nessa faixa etária, mas há entraves burocráticos.
Base legal
No Brasil, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, com exceção do aprendiz a partir de 14 anos, desde que respeitadas regras específicas e sem prejudicar a frequência escolar. A defesa de Zema visa ampliar o acesso nesses moldes, enquanto Boulos reforça a proteção integral de menores.
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