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Governo avalia mecanismo por trás do veto a Messias

Governo analisa fatores da rejeição de Messias ao STF, classificando o caso como “caixa preta” e apontando tempestade perfeita de erros de diagnóstico

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O governo federal deu início a uma avaliação interna sobre os motivos da rejeição de Jorge Messias à vaga no STF. A análise, batizada de “caixa preta” pelo analista Pedro Venceslau, busca entender as causas que levaram à derrota, segundo o Hora H desta segunda-feira, 4.

Segundo Venceslau, trata-se de uma conjunção de fatores intensa, descrita como tempestade perfeita. A votação ocorreu em segredo e ampliou suspeitas de possíveis dissidências dentro da base aliada, incluindo a participação de uma senadora suplente de Flávio Dino.

Desdobramentos internos

Dentro das reações, destaca-se a menção a uma suposta prática de caça às bruxas, com o líder do governo no Senado, Jacques Wagner, entre os primeiros a serem questionados. Wagner ficou constrangido ao ter ouvido um spoiler do placar antes da divulgação oficial.

Messias chegou a isentar Wagner publicamente, afirmando que o parlamentar não tem culpa pela derrota, em entrevista ao Portal Fórum. Randolfe Rodrigues, apontado como articulador político, explicou suas ações à imprensa, defendendo que alertou sobre possíveis riscos.

Randolfe concedeu entrevista ao O Globo para esclarecer que o presidente tinha plena ciência dos riscos. O senador afirmou ter avaliado que o placar real poderia divergir do mostrado inicialmente pela imprensa.

Contexto adicional

O analista cita ainda a atuação de José Guimarães, recém-chegado à Secretaria de Relações Institucionais, cuja posse ocorreu com grande prestígio. A presença de líderes do Centrão e de Davi Alcolumbre marcou o momento, gerando interpretação de relativa pacificação, segundo Venceslau.

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