O levantamento “Termômetro das Redes: Eleições 2026” analisa o debate eleitoral nas redes no primeiro trimestre de 2026. O estudo percorreu mais de 20 mil interações para mapear o tom do confronto entre eleitores. O foco foi entender o que move as discussões na era digital.
A pesquisa indica que o espaço mais ativo é o X, antigo Twitter, onde predomina a atuação de perfis anônimos. Esses usuários costumam interpretar informações e influenciar opiniões, com pouca ênfase em propostas técnicas ou debates programáticos.
Na prática, as discussões são guiadas por percepções negativas. Desconfiança em relação à política aparece em 27,5% das interações, seguida pelo ceticismo, com 24,6%, e pela desconfiança na mídia, em 11,5%. Esses sentimentos moldam o tom da conversa.
Panorama da polarização
Perfis com maior volume de postagens costumam ter posições mais alinhadas à direita e atuam como amplificadores no X. Contas anônimas de grande alcance e o perfil @grok aparecem entre os mais citados pela audiência, com uso frequente da ferramenta como fonte de informação.
O público também direciona atenções para figuras políticas centrais. Aproximadamente 21% das menções referem-se a uma possível disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro; cerca de 14% avaliam, de modo positivo ou negativo, o atual governo.
Dinâmica das campanhas digitais
As campanhas ligadas a Flávio Bolsonaro mobilizam a base de apoiadores de forma ativa, em meio a discussões influenciadas por temas como reformas políticas e pela cobertura da mídia. O estudo aponta um cenário dinâmico e fortemente polarizado na arena digital.
Segundo o estudo, o debate tende a se apresentar mais como um espetáculo de personagens do que como um embate de ideias. O tom é marcado por julgamentos morais instantâneos, recortes e ataques, em vez de escrutínio aprofundado de projetos e prioridades públicas.
Entre na conversa da comunidade