A eleição para o governo da Bahia desponta como a maior disputa do Nordeste em tamanho de eleitorado, com foco no embate entre PT e o clã Magalhães na pré-campanha. A tensão já sinaliza o que pode ocorrer em outubro, quando a corrida será travada entre as principais forças políticas locais.
O governo atual, Jerônimo Rodrigues (PT), busca a reeleição com o apoio de Lula e dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. Wagner disputa a reeleição como senador, enquanto Rui Costa deixou a chefia da Casa Civil para reforçar a campanha.
A polarização surge num cenário de quase 20 anos de hegemonia petista na Bahia e com o desgaste da gestão atual, marcada por desaprovação de 50% segundo pesquisa Real Time Big Data. A segurança pública aparece como principal preocupação entre 34% dos baianos, segundo o levantamento.
Candidatos ao governo da Bahia
ACM Neto (União Brasil) lidera o bloco oposicionista e é visto como principal adversário da continuidade do PT. Neto é herdeiro político da oligarquia Magalhães e ex-prefeito de Salvador, hoje vice-presidente nacional da União.
Jerônimo Rodrigues (PT) é o atual governador e representa a continuidade do ciclo petista iniciado em 2007, com base administrativa construída ao longo de governos do partido. Ronaldo Mansur (PSOL) completa as nominatas com foco em movimentos sociais.
Estudos de opinião mostram Neto à frente no primeiro turno, com 44% ante 39% de Jerônimo, segundo a última sondagem. A composição de alianças aponta para frentes com apoio de partidos de oposição ao PT, visando consolidar a candidatura de Neto.
O debate sobre temas centrais enfatiza segurança pública e economia. Segundo o grupo de Neto, a violência é apontada como problema local, enquanto a Bahia registra desemprego entre as maiores taxas do país, de acordo com o IBGE.
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