O Pará lidera o ranking de conflitos por água no Brasil, com 21 ocorrências registradas em 2025, segundo o relatório Conflitos no Campo Brasil 2025, divulgado pela CPT. O país vive queda de conflitos, mas aumenta a intensidade das violências no campo.
Apesar da redução de 29% nos conflitos em relação a 2024, o número de assassinatos no campo dobrou. A Amazônia Legal concentrou 61% das mortes, reforçando a gravidade das disputas territoriais ligadas à água.
O levantamento mostra que, em 2024, houve 13 assassinatos no campo; em 2025, esse total subiu para 26. A CPT aponta que disputas por água estão conectadas à expansão de agronegócio, mineração e grandes obras.
No Pará, a pressão por terra vem acompanhada de grandes projetos que atingem comunidades tradicionais, ribeirinhas e povos indígenas. A água passa a ser foco central das tensões, com contaminação ambiental e ausência de consulta prévia citadas como fatores agravantes.
Segundo a CPT, a Amazônia é vista pelo capital como fronteira agrícola, o que aumenta riscos de grilagem, invasões, desmatamento e atividades ilegais. A região permanece como a mais vulnerável em mortes no campo.
O estudo aponta impactos diretos no modo de vida de comunidades que dependem da terra e da água. No Pará, territórios são perdidos e recursos naturais são degradados, afetando atividades locais.
Populações da Volta Grande do Xingu são citadas como exemplo de conflitos gerados por grandes obras, como Belo Monte, e por novos projetos minerários, evidenciando a cadeia de disputas socioambientais.
Pará lidera também mobilizações sociais em 2025, impulsionadas pela COP30. A CPT aponta que as ações amplificam a visibilidade de violações, fortalecem organizações comunitárias e pressionam o poder público.
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