O jantar de comemoração dos 46 anos do PT, realizado em Brasília na noite de terça-feira, 5, não contou com a presença do presidente Lula. O evento reuniu ministros e dirigentes petistas que comentaram a derrota na indicação de Messias ao STF e discutiram próximos passos políticos.
O tom foi de avaliação da derrota e planejamento estratégico. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi apontado como ativo na tentativa de conter a indicação, segundo atalhos de bastidores. A hipótese de um novo nome para o STF também entrou no debate entre aliados.
O ex-presidente da Apex e ex-senador Jorge Viana fez um desabafo duro sobre o Congresso, chamando-o de esgoto e guichê de negócios, ao justificar que não havia razão plausível para barrar Messias. A fala abriu o assunto sobre a disputa pelo Senado.
Entre o falatório, Guimarães revelou cansaço por motivos médicos: uma prótese no quadril desde 2023 o obrigou a manter ritmo mais contido. O ministro chegou por volta das 20h e deixou o evento ao som de uma canção conhecida.
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, circulou entre militantes com atenção especial de alguns membros, sendo alvo de fotos. O petista goiano pré-candidato a deputado federal foi destaque pela presença e pelo foco na agenda eleitoral.
O cardápio da noite incluiu buffet tradicional, com pratos variados, e adesivos defendendo a redução da jornada de trabalho. Um dos deputados presentes sinalizou que uma proposta de redução da jornada deve ser votada no plenário no dia 21 de maio.
O jantar também contou com a participação de Miriam Belchior e Esther Dweck, ministras presentes entre poucos titulares. Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que a ausência de Lula se deve a uma condição médica ligada a uma lesão na cabeça.
Estimativas indicam arrecadação de cerca de 2 milhões de reais com a venda de ingressos entre 1 mil e 50 mil reais. O objetivo foi financiar ações do partido e reforçar a estrutura para as próximas eleições.
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