O vereador Lucas Pavanato protocolou na Câmara de São Paulo um projeto para conceder a Medalha Anchieta, a maior honraria da Casa, ao coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães. A proposta prevê ainda o Diploma de Gratidão da Cidade e uma homenagem póstuma ao oficial, falecido em 2006.
Guimarães comandou a operação que terminou no Massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 detentos morreram. A justificativa de Pavanato destaca a atuação do militar ao longo de mais de três décadas na PM, com passagens pelo Policiamento de Choque e pela Rota, além da eleição parlamentar em 2002.
O coronel foi condenado, em 2001, a 632 anos de prisão pela morte de 102 detentos e 5 tentativas de homicídio em rebelião no pavilhão 9 do Carandiru. Em 2006, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo o absolveu, afirmando que agiu no estrito cumprimento do dever legal. Meses após a absolvição, Guimarães foi assassinado a tiros em seu apartamento, nos Jardins.
Na ocasião do caso Carandiru, a advogada Carla Cepollina, então namorada de Guimarães, foi levada a júri popular pela acusação do assassinato, mas absolvida por falta de provas. A cidade de São Paulo já concede a Medalha Anchieta a personalidades que se destacam em serviços à segurança pública e à sociedade, conforme critérios da Câmara.
Entre na conversa da comunidade