O governo de Luiz Inácio Lula da Silva planeja retaliações em cargos de segundo e terceiro escalão da administração federal contra o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, após a rejeição da sabatina de Jorge Messias pelo Senado para o STF. A medida é apresentada como resposta ao papel atribuído a Alcolumbre na votação.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o governo considera que o senador atuou como responsável pela reprovação de Messias, que teve o nome barrado por 42 votos. A ideia é substituir indicados por Alcolumbre em empresas públicas como Codevasf e no Dnocs.
A estratégia não deve mexer com ministros de primeiro escalão, entre eles titulares de comunicações, integração e desenvolvimento regional, educação e turismo, que contam com aval de Lula, de Alcolumbre ou do União Brasil.
Governabilidade
A opção por ações em cargos de segundo e terceiro escalão busca manter a governabilidade e evitar rupturas com o Senado. Em 6 de maio, José Múcio recebeu Alcolumbre para tratar das próximas votações e apaziguar as relações após a derrota de Messias.
Múcio era próximo de Messias e acompanhou a sabatina ao lado do indicado, contribuindo para a condução do processo até a decisão do Senado. O encontro visou restabelecer o contato institucional entre governo e Parlamento para os próximos。他
Entre na conversa da comunidade