Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Eduardo Bolsonaro volta ao cenário eleitoral com foco em 2027

Eduardo Bolsonaro volta ao tabuleiro: é o primeiro suplente na chapa ao Senado de André do Prado, com dúvidas legais e resistência interna no PL

PLANO - Zero Três: ele contrariou a direita raiz ao aceitar apoiar aliado de Valdemar Costa Neto (@BolsonaroSP/X)
0:00
Carregando...
0:00

Eduardo Bolsonaro, antes visto como carta fora do baralho, volta ao tabuleiro eleitoral com mira em 2027. A estratégia é apresentar o nome como suplente de André do Prado na chapa ao Senado, em São Paulo, fortalecida por aliados do PL. A manobra envolve negociações internas e pressões políticas que já geram ruídos.

O movimento foi anunciado na terça-feira, 5, pelo próprio Eduardo. Ele assume o posto de primeiro suplente na chapa encabeçada pelo deputado estadual André do Prado (PL), com Guilherme Derrite (PP) como segundo suplente. Prado é aliado de Valdemar Costa Neto e do governador Tarcísio de Freitas.

A linha de ataque busca transformar Eduardo em senador a partir de 2027, com cenários que incluem a nomeação de Prado para uma secretaria em São Paulo ou para ministério, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. A leitura é de que o clã Bolsonaro quer manter influência no Palácio dos Bandeirantes e no governo federal.

Dentro do PL, a manobra causa resistência. Há quem veja Prado mais próximo de Valdemar Costa Neto e do Centrão do que do bolsonarismo ideológico. Outros aliados próximos, como Mario Frias, Gil Diniz e o vice Mello Araújo, seguem ao lado de Eduardo, enquanto ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Marco Feliciano estão céticos.

Questões jurídicas cercam a elegibilidade de Eduardo. A legislação define inelegibilidade por oito anos após cassação por decoro, mas Eduardo perdeu o mandato por faltas sem cassação formal pela maioria absoluta. Advogados apontam incertezas que devem levar o caso ao TSE, que terá novos presidentes a partir de maio.

Além disso, o PL monitora processos envolvendo Eduardo no STF por coação no curso do processo, além de investigações sobre fake news e milícias digitais, com desfechos ainda incertos. A legenda pediu informações formais ao TSE sobre a viabilidade de sua candidatura, segundo autoridades do partido.

Desde que se exilou nos Estados Unidos em março de 2025, Eduardo manteve atuação política constante. Ele mobilizou apoiadores nos EUA e manteve presença ativa nas redes, buscando influenciar eleições e decisões da direita. A nova ofensiva busca manter a influência do clã na política brasileira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais