A cidade de Cohutta, na Geórgia, viveu uma crise institucional nesta semana após o prefeito Ron Shinnick demitir todos os integrantes do departamento de polícia. A medida atingiu o chefe da polícia e cerca de dez agentes, e um aviso foi afixado informando a dissolução da corporação.
Dois dias depois, o conselho municipal realizou uma reunião extraordinária para reverter a decisão. Os policiais foram reintegrados de forma imediata, com direito ao pagamento retroativo pelos dias fora de serviço.
O prefeito justificou a demissão como resposta a comentários publicados pelos policiais nas redes sociais. Em contrapartida, o ex-sargento Jeremy May afirmou que a origem do conflito estaria em reclamações sobre a primeira-dama, Pam Shinnick, então secretária municipal.
Controvérsia legal e desdobramentos
Durante a reunião, o advogado da cidade alertou que as demissões não respeitaram o estatuto municipal, que exige aviso prévio de 30 dias. Em seguida, o vice-prefeito Shane Kornberg conduziu os trabalhos na ausência de Shinnick.
Os vereadores aprovaram a restauração formal do departamento de polícia e uma medida que impede novas demissões por até 30 dias. Também foi adiada, por tempo indeterminado, a análise de itens como a destituição do prefeito.
O Escritório do Xerife do Condado de Whitfield informou que manterá apoio aos moradores caso haja necessidade, enquanto Cohutta fica sem efetivo próprio. A cidade fica a cerca de 160 quilômetros a noroeste de Atlanta, próxima à divisa com o Tennessee.
Moradores acompanharam a sessão com grande mobilização. Transmissões ao vivo pelas redes enfrentaram dificuldades técnicas devido à cobertura de celular na região.
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