Eduardo Bolsonaro, PL-SP, planeja retornar à política em 2026 como primeiro suplente de André do Prado ao Senado por São Paulo. A estratégia vem após cassação na Câmara e autoexílio nos EUA, com foco em fortalecer a chapa da direita.
A ideia é concorrer ao Senado pelo estado, com Prado à frente da lista. Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança, aparece como o segundo postulante do bloco de direita. O objetivo é manter palanque sólido para Flávio Bolsonaro.
Entretanto, o cenário apresenta resistência interna, dúvidas sobre viabilidade e entraves judiciais que podem colocar a candidatura em xeque. A articulação do grupo na esquerda é relativamente unificada, elevando o clima de tensão.
Aliados e insatisfações
Membros do PL, como Mello Araújo, Gil Diniz e Mario Frias, teriam reservas quanto à escolha de Prado, visto como ligado ao Centrão. Michelle Bolsonaro e Marco Feliciano também aparecem entre as vozes que acompanham ou questionam o movimento.
Eduardo sinalizou, em vídeo, que a escolha por Prado é uma estratégia de ocupação de espaço para fortalecer o palanque da direita em SP. Aliados afirmam que a frente não está dividida, apenas redefinindo posições.
Pesquisas e potencial de voto
Levantamentos indicam que o cenário na direita está atrás de nomes que recebem apoio de Lula, como Tebet, Marina Silva e França. Quase a metade dos eleitores ainda não definiu o voto para o Senado, o que mantém dúvidas sobre a viabilidade de Eduardo.
Antes de partir para os EUA, Eduardo registrava cerca de 30% nas pesquisas. A imagem pode ter sido impactada por posições sobre o STF e políticas associadas a tarifas, o que explica parte da volatilidade de apoio.
Obstáculos judiciais
A elegibilidade é contestada pela via judicial. A cassação por falta de decoro não equivale, neste caso, a inelegibilidade automática; há questionamentos sobre a aplicação da lei. A depender da avaliação, o caso poderá chegar ao TSE.
Além disso, Eduardo é alvo de investigações sobre milícias digitais e fake news, com desfechos ainda incertos. O PL também acompanha a viabilidade jurídica da candidatura e informou o TSE sobre o tema.
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