O grupo de ativismo de Brooklyn, criado durante o primeiro mandato de Donald Trump, hoje é composto por cerca de 80% de mulheres. O movimento, que nasceu com dois homens na liderança, continua a crescer desde novembro de 2024.
Dados da resistência indicam que a participação masculina permanece reduzida nas ações de oposição a Trump 2.0. Pesquisas apontam que os participantes são majoritariamente brancos, bem-educados, mulheres e de meia-idade.
Alguns homens migraram para a direita, se desengajaram ou se dedicam a outras atividades. A percepção é de que muitos acreditam que a luta pela democracia não é de seu interesse imediato, o que reforça a concentração feminina na organização.
Diante desse quadro, as líderes do grupo discutem formas de incluir homens. A ideia central é convidar homens que já participam em espaços informais para engajar-se de modo mais estruturado.
Entre as táticas, há foco em pais de crianças em idade escolar, para aproximá-los da agenda de resistência e ampliar a rede de atuação. A meta é criar espaços de participação mais acessíveis a homens.
Recentemente, as co-líderes promoveram encontros como forma de convite gradual: reuniões simples, com linguagem direta e tarefas práticas. A estratégia busca reduzir o abandono e aumentar o engajamento.
No último domingo, a ativista organizou um encontro em casa: pizza, conversa e um convite direto para que participem de atividades futuras. A prática visa transformar curiosos em voluntários ativos.
Na string de ações, também houve um evento de maior alcance: um piquenique de 1º de maio em Brooklyn, que terminou com 25 novos inscritos na lista de e-mails. O objetivo é ampliar a base de apoio.
Apesar do otimismo, a autora do texto reconhece que muitos já afastaram-se de volta, mas sustenta que novos convites podem trazer homens que estão à margem, buscando participação mais prática.
O movimento busca uma participação mais ampla para construir uma maioria pró-democracia. O próximo passo envolve ampliar convites a homens de diferentes faixas etárias, mantendo o foco na participação constante.
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