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Mãe prova inocência do filho após 9 anos, PM condenado é libertado

Após nove anos, mãe de Peterson prova inocência do filho; PM é condenado por homicídio culposo e cumpre regime aberto, processo permanece sob sigilo

Tatiana Lima e Silva segura celular com foto de seu filho Peterson Silva de Oliveira
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Na noite de 14 de janeiro de 2017, Peterson Silva de Oliveira, 18 anos, foi morto em uma festa no Jardim São Luiz, zona sul de São Paulo. Segundo testemunhas, o garoto foi atingido na nuca por um disparo de um policial militar que tentava dispersar o grupo de jovens. A morte gerou investigação e revolta entre familiares.

A mãe, Tatiana Lima e Silva, tornou-se investigadora amadora, indo ao Instituto Médico Legal e ao DHPP para entender o que houve. Com o tempo, reuniu informações que embasaram nova linha de apuração. A atuação de Tatiana passou a influenciar o andamento do caso e o Ministério Público passou a incluir o policial Willian José Pinto entre os investigados.

Em maio de 2019, o Ministério Público denunciou dois PMs por homicídio qualificado. Durante o processo, Willian José Pinto confessou ter sido o autor do disparo. Entretanto, no júri realizado em 4 de maio, os jurados entenderam que houve homicídio culposo, punível com 1 ano e 8 meses em regime aberto, com a pena convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de indenização à família.

Conforme a decisão, o policial terá que cumprir as restrições previstas pela Justiça, e a defesa apontou que não houve dolo de morte, sustentando que o equipamento utilizado no local indicava a conclusão de que o confronto ocorreu sem intenção de matar. O caso segue com desdobramentos processuais, incluindo desmembramento de parte da acusação para apurar possível fraude processual associada a outro envolvido.

A advogada da família, Paula Nunes, destacou que a vitória para a família é simbólica, pois o desfecho reconhece que Peterson não foi assassinado por vontade de matar. Ela ressalta a importância do acompanhamento judicial de casos de violência institucional, conforme relato da defesa.

A mãe de Peterson, que também atua como pesquisadora autônoma, afirmou que perseverar na verdade foi essencial para chegar ao veredito. Ela também enfatizou que, apesar do resultado, o combate pela justiça para outras famílias continua, reforçando a busca por responsabilização adequada.

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