O PT está delineando uma estratégia para questionar conteúdos considerados desinformação contra o presidente Lula e o partido no TSE durante a campanha. A iniciativa enfrenta dois entraves: avanços em IA e novas técnicas de viralização, e mudanças na composição do TSE.
A ideia é contestar conteúdos no tribunal, explorando casos de desinformação já ocorridos. Além disso, há preocupações com o atual cenário institucional, especialmente com o futuro do comando do tribunal.
Na eleição de 2022, o PT apresentou mais de 300 representações sobre desinformação eleitoral, em um contexto de atuação do então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ligado ao combate a falsas informações e a parcerias com universidades e organizações de análise de redes.
O comando do TSE poderá ficar com Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. A atuação dele é vista por aliados como mais contida, com menos intervenções diretas, o que gera questionamentos sobre a eficácia das ações contra desinformação.
Desafios técnicos e estratégicos
O PT avalia que o uso de inteligência artificial e de novas formas de viralização pode dificultar a fiscalização de conteúdo. A estratégia também busca entender como contornar restrições técnicas impostas por plataformas e pela legislação vigente.
Panorama institucional
Entre 2022 e 2024, Moraes ampliou o trabalho de combate à desinformação por meio de parcerias com organizações de análise de redes e instituições acadêmicas. A mudança na presidência do TSE levanta dúvidas sobre possíveis mudanças de atuação e de precedentes judiciais.
Tendências de campanha e temas
Petistas trabalham com a possibilidade de reaplicar temas já usados pela campanha de Bolsonaro, incluindo questões morais e acusações sem comprovação sobre relações com o crime organizado. A equipe jurídica do PT já apontou casos de uso indevido de conteúdo para apoiar campanhas negativas.
Casos recentes de conteúdo eleitoral
Entradas em 2025 destacaram estratégias de clipes pagos para ampliar alcance, prática associada a empresas de divulgação. Em 2024, um caso envolvendo cortes de vídeo com prêmios em dinheiro gerou condenação de Marçal pelo TSE, tornando-o inelegível por oito anos.
Repercussões legais
O governo brasileiro já tentou incluir cláusula anti-cortes de Marçal no TSE, mas não obteve sucesso. A prática de impulsionar conteúdo sem passar pelos mecanismos oficiais dificulta a rastreabilidade de anúncios e a fiscalização.
As peças jurídicas do PT afirmam que conteúdos denunciados propagam fatos inverídicos e descontextualizam temas complexos de diplomacia e soberania nacional para fins eleitorais. A avaliação é que decisões anteriores do TSE ajudam a sustentar ações futuras.
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