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STF pode ampliar alcance da Lei Maria da Penha em julgamento nesta semana

STF pode ampliar aplicação da Lei Maria da Penha para violência de gênero sem vínculo doméstico, fortalecendo proteção às vítimas, com impacto nas redes de proteção

STF julga nesta semana Lei Maria da Penha, igualdade salarial e uso de dados do Coaf
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O STF pode retomar nesta semana o julgamento sobre a aplicação da Lei Maria da Penha para proteger mulheres vítimas de violência de gênero mesmo quando não há relação doméstica, familiar ou afetiva com o agressor. O relator é o presidente Edson Fachin. O caso chegou ao tribunal após o TJ de Minas Gerais não conceder medidas protetivas a uma mulher ameaçada em ambiente comunitário.

A defesa sustenta que limitar a norma desrespeita compromissos internacionais do Brasil, como a Convenção de Belém do Pará, que trata da eliminação da violência contra a mulher em espaços privados e públicos. A Corte deve decidir se a proteção pode abranger situações envolvendo desconhecidos ou violência fora do lar.

O primeiro dia de julgamento ouviu advogados das partes. MP-MG, DPU e OAB defenderam a ampliação, afirmando que a restrição é incompatível com direitos humanos internacionais. Já a União recorreu contra a ampliação, dizendo que a lei foi criada para o contexto doméstico.

Contexto jurídico e posições

Especialistas sugeriram um meio-termo: aplicar apenas medidas protetivas de urgência em violências de gênero fora do ambiente doméstico, com as causas julgadas pela Justiça Comum, preservando a especialização dos Juizados de Violência Doméstica.

Outros itens da pauta no STF

Entre outras ações, o STF vai apreciar temas sobre a igualdade salarial entre homens e mulheres e ajustes propostos pelo Coaf. Há discussões sobre responsabilização de membros do Judiciário e do Ministério Público por interpretações legais no exercício da função, conhecido como “crime de hermenêutica”.

Alexandre de Moraes participou como relator de uma dessas ações, com voto-vista previsto de Moraes após decisão de fevereiro de 2022. A pauta inclui ainda regras para compartilhamento de relatórios de inteligência financeira.

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