O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em 2027. Seu posicionamento ganhou força após vencer disputas com o governo, incluindo a rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF e a derrubada do veto à Dosimetria, que beneficia Bolsonaro e outros condenados.
Aliados estimam que Alcolumbre tem entre 8 e 10 votos na mão, suficientes para influenciar o resultado caso não tenha a reeleição como objetivo. O pleito exige 41 votos para a vitória, o que coloca o Centrão em posição-chave na disputa.
Situação atual e possíveis cenários
O PL, hoje com a maior bancada, tem 16 senadores e quer lançar candidatura própria para 2027. Valdemar Costa Neto já sinalizou essa hipótese; nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina aparecem na lista de potenciais candidatos. A oposição, por sua vez, não soma sozinha a maioria necessária.
A composição do Senado após as eleições de outubro será determinante para o equilíbrio de forças. Bolsonaristas almejam ampliar a bancada para influenciar também pedidos de impeachment de ministros do STF. A oposição calcula entre 28 e 30 votos fixos, com curtos desvios conforme a pauta.
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