Kassio Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, abrindo uma nova etapa da Corte. A pauta inclui a transição antecipada pela saída da ministra Cármen Lúcia, o que aproxima o pleito de 2026 do comando da casa. O vice será André Mendonça, com perfil menos propenso a embates.
Nunes Marques foi indicado por Jair Bolsonaro ao STF. O até então ministro passa a presidir o TSE por dois mandatos consecutivos, cobrindo as eleições deste ano e de 2028. Mendonça assume como vice e sucessor imediato, mantendo a linha de gestão com menos protagonismo público.
Cármen Lúcia anunciou a saída para antecipar a transição e manter equilíbrio e tranquilidade administrativas durante o período eleitoral. Ela presidiu o TSE por duas eleições, sendo a primeira mulher a ocupar o posto nesse intervalo. A data de saída ainda foi estipulada, mas já há jurisprudência de renúncia antecipada para o restante do mandato.
A mudança também traz a entrada de Dias Toffoli no plenário do TSE, após a saída de Cármen Lúcia. A expectativa é que Toffoli participe da sessão plenária prevista para esta quinta. A substituição pode alterar a dinâmica entre os ministros durante o pleito.
O mandato de Nunes Marques vai até maio de 2028; Mendonça assume a presidência em 2028 e deixa o TSE apenas em 2030. Toffoli ficará responsável pelo TSE no pleito seguinte ao de 2026, mantendo a tradição de rodízio entre cortes e o calendário eleitoral.
Entre os temas sensíveis, a equipe do TSE tem enfatizado a evolução da inteligência artificial e dos deepfakes. Nunes Marques, relator das resoluções do pleito, lidera decisões que limitam conteúdos com IA nas 72 horas que antecedem a eleição.
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