O STF deu um prazo de cinco dias para o senador Sergio Moro apresentar sua defesa prévia em ação penal que o acusa de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. O processo está ligado a um vídeo divulgado em outubro de 2023, no qual Moro afirmou que seria possível “comprar um habeas corpus” do magistrado, atribuindo-lhe o crime de corrupção passiva, conforme denúncia do Ministério Público Federal.
Em outubro do ano passado, a Primeira Turma do Supremo, por maioria, rejeitou os recursos de Moro contra a denúncia e manteve o senador como réu. A relatora Cármen Lúcia defendeu a continuidade do processo, com apoio unânime dos demais ministros. A PGR contesta a conduta de Moro, dizendo que houve intenção de macular a honra do ministro.
Abertura da fase de instrução permite defesa, indicação de provas e arrolamento de testemunhas. Se houver condenação superior a quatro anos, Moro pode perder o mandato. Procurado pelo GLOBO, o senador não se manifestou.
Contexto eleitoral
Neste ano, Moro concorre ao governo do Paraná pelo PL, apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro. A polarização envolve o ex-secretário Sandro Alex (PSD), candidato ao governo pelo grupo governista, e o deputado Requião Filho (PDT), representante da esquerda.
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