O senador Ciro Nogueira negou ter recebido pagamentos ilícitos e informou que reapresentará a chamada emenda Master, que ampliaria a cobertura do FGC de 250 mil para 1 milhão de reais. A proposta beneficiaria o Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro. A fala ocorreu após a Polícia Federal ter deflagrado nova fase de investigação, conectada ao caso.
A PF investiga suspeita de pagamento de mesada entre 300 mil e 500 mil reais para defender a emenda no Congresso. Segundo a apuração, a mesada seria intermediada por um primo de Vorcaro, dono do Master. A prática é alvo de buscas na operação autorizada pelo STF.
Na linha de defesa, Nogueira afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que não recebeu valores ilícitos e que a contabilidade da empresa de motocicletas com faturamento anual próximo a 400 milhões de reais não indicaria irregularidades. Ele citou pagamentos em dinheiro com nota fiscal e descrição contábil como prática comum.
Conforme a investigação, a emenda foi apresentada pelo Master durante a votação da PEC da autonomia do Banco Central, em 2024. A decisão do STF cita diálogo em que Vorcaro afirma que a emenda saiu exatamente como mandou, após a publicação do texto.
A decisão também aponta que o conteúdo entregue para o Senado foi reproduzido pelo parlamentar em sua versão. Em resposta, Nogueira disse que a emenda será reapresentada com ajuste no valor do FGC, para ficar acima de 840 mil reais seguindo a Selic.
O senador, que já foi cotado para compor a chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro, afirmou sentir perseguição política. Segundo ele, as investidas ocorrem em ano eleitoral, com questões técnicas e provas ocupando posição secundária.
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