O presidente do Metrô de São Paulo, Antonio Julio Castiglioni Neto, afirmou que não vê justificativa para privatizar a companhia nem para conceder as linhas hoje operadas pela estatal. O posicionamento foi feito em entrevista à Folha e serve como resposta a rumores sobre uma possível paralisação da categoria.
Castiglioni reforçou que as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata devem permanecer sob gestão pública, enquanto as linhas 4-amarela e 5-lilás já estão com concessão. A linha 17-ouro, inaugurada recentemente, será operada pela ViaMobilidade apenas durante a fase de testes até outubro.
Contexto e motivações
O executivo citou o plano de governo do governador Tarcísio de Freitas para incentivar parcerias público-privadas, mas destacou que o governador também sinalizou que o metrô deve continuar funcionando com a administração estatal. Castiglioni lembrou discurso recente do governador durante a inauguração da linha 17.
Segundo o presidente, houve mudanças de tom na posição do governo sobre o metrô, o que ele atribui a ajustes estratégicos para ampliar investimentos em tecnologia e na CPTM. A gestão atual tem realizado transferências de trabalhadores entre empresas para atender as concessões.
Greve e aspectos operacionais
A possível greve dos metroviários foi anunciada para esta quarta-feira, mas acabou sendo adiada após votação entre os trabalhadores. A direção do Metrô realizou uma transmissão online para esclarecer motivos e reduzir inseguranças entre a equipe, com participação de cerca de 2.000 funcionários.
Castiglioni indicou que aprovar concurso público seria desejável, mas não seria viável neste ano por questões eleitorais. Ele apontou investimentos em tecnologia como justificativa para manter a carreira de servidor público, além de planos de trabalho com a CPTM.
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