O plenário do TCU pautou para 13 de maio o julgamento sobre a concessão da MEZ 6, após o Ministério Público Federal solicitar acesso integral aos autos. O MPF entregou parecer apontando falhas graves no acordo proposto para manter a linha de transmissão.
O tema envolve a tentativa de preservar a concessão de um empreendimento com mais de mil dias de atraso. O documento também questiona a ausência de comprovação de vantajosidade para o usuário, contrapondo a defesa de caducidade apresentada pela Aneel, que prefere a relicitação.
Aneel não participou das negociações e já havia concluído, em processo próprio, pela extinção do contrato. A possível homologação do acordo poderia abrir precedente sensível ao permitir que decisões técnicas da agência reguladora sejam contornadas em negociações conduzidas sem a participação do regulador.
Impactos e próximos passos
O caso é observado como teste sobre os limites da atuação consensual do TCU em concessões reguladas. A decisão pode influenciar futuras tratativas entre órgãos de controle, reguladores e partes interessadas, em cenários de empreendimentos atrasados e disputas sobre relicitação.
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