O embate interno no PT ganhou contornos mais diretos entre Benedita da Silva e o vice-presidente nacional da sigla, Washington Quaquá. A discordância envolve a lista de suplentes da candidatura de Benedita ao Senado, com afirmações públicas sobre quem deve integrar a chapa.
Benedita defende Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda e antigo secretário estadual, como suplente. Quaquá, por sua vez, aponta o vereador Felipe Pires e o cantor Kleber Lucas como opções. A polêmica ganhou força após mensagens no grupo de WhatsApp do PT, com ataques cruzados entre grupos internos.
Nesta quarta-feira, 13, Benedita reuniu-se em Brasília com Edinho Silva, presidente nacional do PT. A reunião foi interpretada por aliados como confirmação de apoio à leitura de Benedita sobre os suplentes, apesar da pressão de Quaquá e de seu entorno. A definição sobre a chapa ainda depende de decisão da Executiva Nacional.
Quaquá chegou a afirmar que retiraria seu apoio à pré-candidata, acusando Benedita de buscar uma “capitania herditária” no PT. A Executiva Nacional já havia decidido, na terça-feira, que a escolha dos suplentes fica a cargo do grupo da estadual, não da direção da Nacional, o que irritou o grupo ligado a Quaquá.
O presidente estadual do PT é Diego Zeidan, filho de Quaquá, pré-candidato a deputado federal. Em 21 de abril, a direção do Rio aprovou uma resolução indicando Pires e Lucas como suplentes, provocando a cisão entre alas do partido. A próxima reunião para tratar do tema está marcada para a próxima semana.
Benedita conta com o apoio de Eduardo Paes, pré-candidato a governador pelo PSD. Ela aparece em segundo lugar nas intenções de voto para o Senado, atrás do ex-governador Cláudio Castro. A candidata já tem agenda conjunta com Manoel Severino, como ocorreu em Paracambi, ao lado do prefeito Andrezinho Ceciliano (PT).
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