A Anvisa ordenou recall de um lote de produtos de limpeza da Ypê por risco de contaminação biológica. A decisão, tomada na semana passada, gerou uma polêmica política nas redes entre apoiadores de Lula e de Bolsonaro. O episódio ocorreu cinco meses antes da eleição presidencial.
Bolsonaristas defenderam a marca, alegando perseguição política por parte do governo, já que sócios da Química Amparo, dona da Ypê, apoiam Bolsonaro. A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, publicou foto com a garrafa nas redes.
Vídeos surgiram mostrando pessoas lavando frango cru ou o rosto com o produto. Em resposta, a atual primeira-dama Rosângela Lula da Silva criticou a “ignorância” dos conteúdos, durante discurso público, em meio à controvérsia.
A polêmica transformou a Ypê em símbolo da polarização. A Nike e a Havaianas já haviam sido envolvidas em disputas políticas anteriores, ampliando o papel de marcas no cenário político brasileiro.
Resposta institucional e evolução
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a decisão da Anvisa foi técnica e que a agência não atua com viés partidário. A Ypê informou que a segurança do consumidor é prioridade, sem comentar questões políticas.
A empresa informou ter apresentado recurso, que será analisado pela Anvisa na quarta-feira. A Alpargatas, dona da Havaianas, não respondeu a pedidos de comentário sobre o episódio envolvendo a marca.
A discussão ganhou forças em plataformas digitais, com mensagens que associam marcas a posicionamentos ideológicos. O debate segue acompanhando a corrida presidencial, segundo analistas.
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