O Ministério Público junto ao TCU acionou a corregedoria da corte para apurar a regularidade do arquivamento de uma representação que poderia ter evitado perdas no BRB. O pedido foi feito nesta quarta-feira (13/5), após reunião com senadoras do DF.
A iniciativa envolve o subprocurador-geral Lucas Furtado, que apresentou o pedido após encontros com Damares Alves e Leila Barros. A representação foi protocolada em abril de 2025 e trata da fiscalização do BC sobre a compra do Master pelo BRB.
Segundo Furtado, o arquivamento feito em junho de 2024 pode ter contribuído para a crise. O caso envolve a Polícia Federal e apurações sobre créditos podres da operação entre Master e BRB, com perdas estimadas em bilhões.
A representação já apontava para investigações sobre investimentos de fundos públicos de pensão em 2024, realizadas pela Rioprevidência, em letras do Master. Havia previsões de dano ao patrimônio do BRB caso o processo não avançasse.
O BRB ainda não divulgou o balanço de 2025, em meio à crise gerada pela operação com o Master. A corregedoria do TCU passa a checar se houve falha procedimental ou de atuação do BC na operação.
O ato de Furtado coincide com manifestação de bancários em frente ao Palácio do Buriti, contra possível privatização do BRB. O ofício pleiteia apuração rigorosa, sem pressupor culpa, apenas a higidez dos procedimentos.
Contexto da decisão e impactos
A medida busca assegurar a integridade dos atos decisórios e a confiança pública no TCU, segundo a representação protocolada. O objetivo é esclarecer se houve omissão ou falha na avaliação da operação Master pelo BC.
Análise de desdobramentos
Ainda não há definição sobre prazos ou resultados da corregedoria. A investigação poderá esclarecer responsabilidades e eventuais consequências para o BRB e órgãos reguladores. Acompanham o caso órgãos de fiscalização.
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