O presidente da CAE, Renan Calheiros, conduz uma ofensiva para apurar responsabilidades pela liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. A meta é esclarecer falhas de supervisão e evitar crises futuras. O tema ganhou prioridade nesta semana.
Nesta quarta-feira (13.mai.2026), está marcada a reunião com o ministro do STF Gilmar Mendes. O objetivo é discutir medidas para aprimorar a CVM, diante da complexidade do mercado de capitais e do episódio que encerrou as atividades do banco.
Na véspera, a CAE já recebeu o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado para alinhavar os próximos passos. O grupo de trabalho avalia atuação do Banco Central e eventuais omissões antes do colapso da instituição. A apuração continua em andamento.
A investigação também analisa impactos da quebra de crédito no nível municipal. O colegiado aprovou o requerimento 59/2026, que exige dados de auditoria sobre investimentos de regimes de Previdência estaduais e municipais no Master.
Renan Calheiros destacou que a prefeitura de Maceió figura como a maior exposição, com R$ 117 milhões aplicados na instituição liquidada. O senador reforçou que novos nomes são ligados ao caso conforme as apurações avançam.
O presidente da CAE informou que a crise do Master tem ganhado contornos mais graves a cada nova informação. O objetivo é manter o escrutínio público sobre o desfecho do processo e sobre responsáveis envolvidos.
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