Todo o conteúdo de celulares de Vorcaro foi parar em domínio público, sem seletividade, após vazamento de mensagens. O material envolve Daniel Vorcaro, preso, e Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto. As mensagens dizem respeito a um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O áudio mais relevante é de setembro de 2025, quando o senador cobra dinheiro prometido a Vorcaro para pagar o ator.
As mensagens também revelam proximidade entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Em 16 de novembro de 2025, o senador escreveu que está com Vorcaro, sem meia palavra entre eles. No dia seguinte, Vorcaro foi detido pela primeira vez, na primeira fase da Operação Compliance Zero. A divulgação ocorreu em meio ao ciclo eleitoral.
O conteúdo foi obtido pelo The Intercept Brasil, a partir de celulares apreendidos durante a operação. A reportagem indica que as informações podem impactar a pré-campanha, com perguntas sobre patrocínios, contrapartidas e recebimento de recursos.
Especialistas lembram que a produção de um filme não é crime, nem cobrar pagamento para patrocínio. Ainda assim, destacam a necessidade de apuração imparcial de todas as conversas entre Vorcaro, autoridades e instituições. A imprensa cobra tratamento igual para todos os lados.
Pedido de transparência
A defesa da divulgação completa dos arquivos argumenta que vazamentos seletivos prejudicam o eleitor. Segundo ministros e especialistas, o país precisa conhecer o conteúdo total para avaliar influência e eventual responsabilidade de envolvidos.
Autores do material defendem que apenas informações protegidas por segredo de Justiça permaneçam restritas. O objetivo é manter o sigilo de fontes jornalísticas e conversas entre advogado e cliente, quando aplicável, mas abrir o restante para fiscalização pública.
Entre na conversa da comunidade