O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma ter rompido com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, após acusações de chefiar uma organização criminosa envolvida em fraudes. Ele sustenta que o envolvimento com Vorcaro restringiu-se à busca de financiamento privado para um filme.
Segundo Flávio, a participação no projeto do longa sobre Jair Bolsonaro ocorreu apenas para captar investimento privado, sem uso de recursos públicos. O senador disse que o filme foi produzido nos Estados Unidos e não contou com verbas públicas nem com apoio da Lei Rouanet.
Flávio também negou que haja qualquer repasse de recursos para o irmão Eduardo Bolsonaro, afirmando que os aportes foram destinados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos EUA.
A nota publicada pelo senador nesta quinta-feira defende a necessidade de apuração rigorosa dos fatos e menciona o pedido pela abertura de uma CPI do Banco Master. O texto reforça que o objetivo é separar fatos investigados de temas políticos particulados.
O comunicado aponta que o contato com Vorcaro ocorreu em 2024, antes de novas acusações terem aparecido, quando Vorcaro ainda era ativo em patrocínios e eventos empresariais. A relação teria se encerrado após o não cumprimento dos aportes e a divulgação de denúncias.
Flávio enfatiza que não houve intermediação com o governo, nem promessas de vantagens políticas, ressaltando que não houve doação, empréstimo ou benefício ao seu mandato. O senador solicita transparência para que os fatos sejam esclarecidos pela CPI.
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