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Gilmar Mendes acusa Fachin de filibuster; clima entre ministros piora

Gilmar Mendes acusa Fachin de filibuster no STF, atrasando pautas e sinalizando tensões internas, com debate sobre código de ética em curso

Gilmar Mendes e Edson Fachin em rota de colisão
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Gilmar Mendes voltou a criticar a atuação de Edson Fachin no STF, acusando o presidente de travar a pauta da Corte. A denúncia aponta para a prática de “filibuster”, na expressão usada por ele para designar atrasos nas votações.

Segundo Mendes, Fachin tem dificultado a apreciação de temas relevantes ao adiar julgamentos. A briga interna envolve o manejo de processos estratégicos e a criação de regras de conduta para ministros, com foco em maior transparência.

Nesta semana, Fachin encerrou um processo da CPI do Crime Organizado relativo à decisão de Gilmar que anulou a quebra de sigilo da empresa de Dias Toffoli. A Presidência manteve que atos precisam passar pelo crivo da direção do tribunal.

Fachin também aproveitou despacho para reafirmar que atos de ministros devem seguir a ordem da presidência, enfatizando o papel da gestão institucional. A interlocução entre os dois dirigentes ganhou contornos públicos, com mensagens de Mendes citando quatro pautas paradas.

Em relação a temas citados por Mendes, o mandado de injunção sobre exploração mineral em terras indígenas, o futuro da Ferrogrão, a revisão da vida toda e a gratuidade na Justiça do Trabalho aparecem entre os casos mencionados como travados pela atuação de Fachin.

Outras informações indicam que, em mensagens enviadas por Mendes, o gabinete de Fachin foi procurado para esclarecimentos, sem retorno até o momento. A oposição interna se intensifica à medida que a Corte avalia propostas de ética e conduta para seus ministros.

Recados recentes indicam que Fachin endureceu regras de distribuição de processos para evitar manobras processuais, como aquelas associadas à Maridt, ligada à família de Dias Toffoli. O objetivo é reduzir atrasos e reforçar a previsibilidade das decisões.

Nos bastidores, o tema ética ganhou relevância, com Mendes e outros ministros debatendo a necessidade de regras mais transparentes. Fachin tem sido cobrado para defender a atuação da Corte, mas tem mantido o tom institucional e focado no aperfeiçoamento regulatório.

A reportagem buscou contato com o STF e com os gabinetes de Fachin e de Mendes, sem resposta até o fechamento. O clima entre ministros permanece sob escrutínio, com desdobramentos possíveis conforme avanços nas pautas em discussão.

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