A Polícia Federal prendeu na quinta-feira 14 de maio Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é apontado como operador financeiro do grupo de jagunços conhecido como “A Turma”, ligado ao dono do Banco Master, utilizado para intimidar jornalistas e obter informações sigilosas.
A ação ocorreu um dia após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, nas quais o filho do ex-presidente cobra dinheiro e demonstra proximidade com o fraudador. A PF baseia a prisão em indícios de continuidade de serviços ilícitos após a primeira fase da operação.
Segundo o ministro do STF André Mendonça, responsável pela assinatura do mandado, as solicitações ilegais continuaram mesmo após as fases iniciais da operação. A atuação do grupo abrangia espionagem de rivais e ameaças a jornalistas, com indícios de redes que incluem familiares de ministros.
Detalhes da investigação
O material aponta que a organização chegou a envolver ao menos uma delegada da PF, um agente da instituição e dois policiais federais aposentados. Parte das investigações aponta para uso de recursos do Banco Master para financiar a atuação do grupo e sua proteção.
A investigação também revela contratos entre Vorcaro e familiares de ministros do STF, ampliando o alcance do esquema. Autoridades ressaltam que a prisão de Henrique Vorcaro marca avanço relevante para desarticulação dos tentáculos da organização.
As autoridades não informaram novas prisões até o momento. O foco agora é acompanhar desdobramentos da apuração, incluindo possível delação premiada ligada a Daniel Vorcaro, que encara resistência por parte do magistrado.
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