O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta quadro persistente de instabilidade do equilíbrio corporal, segundo boletim médico divulgado na sexta-feira, 15 de maio de 2026. O documento também cita episódios recorrentes de soluços. A alteração residual na base do pulmão esquerdo foi identificada pelos médicos.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após transferência do hospital onde se tratava de pneumonia. Em 1º de maio, passou por cirurgia no ombro direito para reparar manguito rotador e lesões associadas. O médico informou melhora e estabilização após ajuste terapêutico, com fisioterapia diária e imobilização parcial do ombro direito por meio de tipóia.
Cirurgia, tratamento e monitoramento
O boletim aponta que o ex-presidente continua sob acompanhamento médico com evolução considerada parcial. A equipe clínica descreve a condição pulmonar como estável, porém com base residual no pulmão esquerdo. A equipe ressalta que o quadro geral requer monitoramento contínuo.
Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica durante a prisão domiciliar. Também ficará impedido de circulação por moradores da casa e terá visitas autorizadas apenas sob condições específicas. Pela decisão, Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro podem visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados em horários predefinidos.
Prisão domiciliar e prazos
A prisão domiciliar tem duração prevista de 90 dias, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes. O STF indicou que, conforme literatura médica, a recuperação total dos dois pulmões de um idoso pode variar entre 45 e 90 dias. Ao final desse período, haverá reavaliação dos requisitos para manter a benefício, com possível perícia médica, se necessário.
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